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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Transplante de medula óssea cura doença rara de pele

REVISTA VEJA

Transplantes altamente arriscados de medula óssea curaram cinco crianças com um defeito genético potencialmente letal. Segundo pesquisadores americanos, aparentemente essas pacientes não produzem as proteínas que mantém a pele unida.

Vítimas da epidermólise bolhosa distrófica recessiva (RDEB, na sigla em inglês) têm bolhas dolorosas na pele, na boca e na garganta, causada por qualquer mínimo trauma - até um simples toque. Isso expõe o organismo a infecções e, em alguns casos, a uma forma agressiva de câncer. Com dificuldade para engolir, muitos pacientes acabam morrendo de desnutrição crônica.

Com o novo tratamento, "houve uma melhora na cura, menos bolhas, e sua qualidade de vida foi positivamente afetada", segundo John Wagner, da Universidade de Minnesota, que participou do estudo publicado na revista New England Journal of Medicine. Os pacientes, segundo ele, "puderam fazer coisas que não faziam antes, como andar de bicicleta ou subir em um trampolim".

Riscos - A RDEB afeta uma em cada 50.000 pessoas e, por causa dos riscos do transplante de medula óssea apenas os casos mais graves são considerados candidatos ao procedimento, segundo Wagner. Durante o estudo, uma sexta criança morreu por causa dos efeitos colaterais de uma droga usada no preparativo do transplante, e outra morreu de infecção após o transplante. Após os sete primeiros casos relatados, outras seis crianças foram submetidas ao tratamento com bons resultados, salienta o especialista.

O tratamento habitual para vítimas da doença custa 30.000 dólares por ano. Estima-se que o transplante custe de 500.000 a 1 milhão de dólares.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Drica Moraes: de volta à vida!

Atriz festeja 41 anos depois do sucesso do transplante de medula.










A cena comove, pois é um novo ano que se completa e com mais esperanças. Um bolo de aniversário, um coro no Parabéns pra Você que tem um significado maior, presentes e um carneirinho de pelúcia branco, que Drica Moraes abraçou e depois colocou sobre a cabeça, sem a faixa que usa para compor o visual, como se fossem cabelos de boneca. Mais ainda: ao festejar seus 41 anos na sexta-feira (30), estava ao lado do filho, Mateus, de 1 ano e 5 meses, que ela, claro, encheu de chamegos, cercada por familiares e amigos, felizes por sua volta ao Rio de Janeiro para a data. A comemoração é pelo sucesso do transplante de medula óssea, em 23 de junho, e sua recuperação após a cirurgia,uma etapa importantíssima e animadora contraa leucemia, doença em que um conjunto de neoplasias malignas (câncer) ataca o sangue. ''Um novo ciclo se inicia, estamos comemorando. Drica renasceu!'', diz a mãe da atriz, Clarissa Gaspar, 63. A doença foi descoberta em fevereiro deste ano e Drica passou por quimioterapia - o transplante é recomendado para que a doença não retorne. A caixa do e-mail de Drica está abarrotada de mensagens e ela tem falado com as pessoas mais próximas por telefone. A família está feliz ao lado dela, assim como o namorado, o médico ortomolecular Fernando Pitanga, 54, presente na festa e na ponte aérea, já que a atriz está hospedada na casa do irmão, o médico Eduardo Moraes Rego Reis, 42, em São Paulo, e ele a visita na cidade, nos fins de semana.

''Ela está muito feliz'' ''Ela está ótima. Está bem com o filho, com Fernando (o namorado), com a família, com os amigos. Está muito feliz'', completa a mãe.Por causa do tratamento e cuidados após a cirurgia, ela precisa evitar lugares fechados e multidão. Em avião, usa máscara, pois precisa ter cuidado com vírus e bactérias, já que sua imunidade ainda está baixa - o trajeto de São Paulo e Rio para o aniversário foi feito de carro, na parte da tarde, após alguns exames de rotina.

Ela deve ficar em solo paulistano ainda por três semanas, já que precisa ir ao Hospital Israelita Albert Einstein, no Morumbi, onde fez o transplante.Drica está tomando remédios, tem certas restrições e cuidados que se estenderão até meados de outubro e só após completar 100 dias do transplante (que ela conseguiu por meio do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea, o Redome, de um doador sem grau de parentesco) é que poderá ficar direto no Rio.

Ela não tem pressa e nada disso tem tirado seu ânimo. ''O importante é que volte curada'', explicou Clarissa, que tem passeado com a filha por São Paulo e ambas adoraram esses momentos. Amigos emocionados A atriz fez aniversário na quinta-feira (29), mas sua festa aconteceu no dia seguinte, no Jardim Botânico. Ela chegou ao Rio na própria quinta à noite Drica e foi para o prédio da mãe, no Humaitá, zona sul do Rio. Na sexta-feira (30), na comemoração, apareceu ao lado de Fernando e do filho, por volta de 15h, e já foi recebida por muitos amigos e muitas crianças, entre eles os atores Marcelo Valle, 43, Sílvia Buarque, 41,Enrique Diaz, 41, e a mulher, Mariana Lima, 37, Guilherme Piva, 42, entre outros. ''Fiquei muito surpreso com Drica. Antes, eu ouvia falar em leucemia e acreditava ser uma doença letal. Quando vi minha amiga, foi emocionante. É legal que as pessoas tenham essa noção da importância do transplante'', disse Marcelo Valle. Exemplo para a mãe A atriz cumprimentou um a um com uma alegria contagiante.

A aniversariante se dividia entre os amigos e os cuidados com seu filho. Por muito tempo ficou brincando com ele, sentada ao chão, no parquinho, e trocando carinhos com o namorado. A mãe diz: ''Drica é um exemplo para mim e é muito grata ao doador, que era 100% compatível. Ela jamais vai saber quem é, não tem como saber, mas ela agradece todos os dias, assim como a força que recebeu dos fãs. Vimos o quanto ela é querida. Só temos a agradecer a toda energia positiva, às orações, que recebemos nesse período. Ela está recuperada''. Por enquanto, a atriz ainda não faz planos de trabalhos, mas acredita que a partir de novembro poderá começar a pensar no assunto. ''Ela é independente. Claro que pensa em voltar a trabalhar, mas por enquanto está tomando os cuidados necessários com sua saúde. Ela tem total zelo por isso e está rodeada por pessoas que dão força. Voltar ao trabalho será importante, talvez em novembro, mas tudo a seu tempo. Ela quer resgatar esse tempo para curtir mais o filho'', explica a mãe, que está morando com o neto em sua casa, no Rio. ''Drica fala com ele por telefone e vem encontrá-lo para matar a saudade'', completa Clarissa. O acompanhamento da doença, segundo o doutor Celso Massumoto, hematologista e oncologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo, é de cinco anos e após esse período o paciente é considerado curado.

Fonte:Revista Contigo - por: Clarice Muniz.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Em solidariedade a Beto Albuquerque, Câmara aprova projeto sobre doação de medula óssea.

Deputado é o autor da proposta e perdeu seu filho, Pietro, vítima de leucemia.

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira, projeto de lei que institui a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea. A aprovação do projeto foi em solidariedade ao deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), que é o autor da proposta, e que ontem perdeu seu filho, Pietro, vítima de leucemia após transplante de medula.

Todos os relatores do projeto nas comissões técnicas da Câmara deram parecer pela sua aprovação e prestaram homenagem ao deputado Beto Albuquerque, que lutou pela realização do transplante de medula óssea para seu filho, e também à família da jogadora de basquete, Michelle Splitter, que faleceu nesta segunda-feira vítima de leucemia.


Inicialmente, os líderes encaminharam favoravelmente à aprovação do regime de urgência para votação do projeto. Na votação do mérito da proposta não houve um só deputado contrário à matéria. O projeto segue agora à apreciação do Senado Federal.

Ao término da sessão, o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), propôs, e foi aceito, dedicar a futura lei ao filho de Albuquerque e também à Michelle Splitter.

Pelo projeto, fica instituída a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, que será realizada anualmente de 14 a 21 de dezembro.

Durante a semana serão desenvolvidas atividades de esclarecimento e incentivo à doação de medula óssea e à capacitação de doadores.

A frase a ser difundida durante a Semana é: "Neste Natal, dê um presente a quem precisa de ti: cadastre-se como doador de medula".


Fonte: ZeroHora/AGÊNCIA BRASIL